DICAS

Valor de imóvel cai 40% em área de alagamento; veja como proteger a casa
Publicada em 26.01.2014

Fonte: Folha de S. Paulo

Ainda que as chuvas de verão já façam parte do calendário, elas ainda conseguem impressionar (pela força e constância) e pegar muita gente de surpresa.

Mesmo que a residência esteja protegida, um descuido, como deixar a janela aberta, pode provocar estragos ou arrasar com a casa toda, no caso de áreas de alagamento.

Uma vistoria do telhado, da parede, das portas, janelas e do quintal pode evitar parte dos problemas, como infiltração, umidade, goteira e inundação.

Em alguns casos, reformar é inevitável.
A aposentada Mariza Soares da Silva, 63, conta que, desde que se mudou para o seu apartamento na Mooca, há oito anos, na zona leste, sofre com infiltração no imóvel quando a chuva forte vem acompanhada de ventania.

Mesmo com a janela fechada, a água entra no apartamento, obrigando-a a reunir as toalhas disponíveis para enxugar o piso.
"É um transtorno. Estraga bastante a pintura e molha metade do chão da sala", diz a aposentada.

Segundo o arquiteto Rodrigo Marcondes Ferraz, problemas como esse são comuns e é preciso analisar se foram causados por defeito no produto ou falha na instalação.

Para a água não entrar no imóvel, é preciso deixá-lo o mais invulnerável possível. E a primeira ação a ser tomada é fazer uma boa vistoria.

Uma medida simples e importante é desentupir calhas e canos condutores da chuva e observar se o telhado está bem colocado.
Também se deve verificar se há fissura na laje. Para prevenir ou bloquear infiltração, é indicado aplicar impermeabilizante no teto ou uma manta metálica sob o telhado.

Os rufos, que são peças metálicas instaladas na junção das paredes com o telhado, ajudam a coibir a infiltração. Os modelos mais baratos custam, em geral, R$ 15 o metro.

René Conter, engenheiro da rede Rei da Reforma, recomenda que, mesmo com a vistoria em dia, o morador verifique a cobertura após uma chuva forte, já que ela pode deslocar as telhas de lugar.
Uma dica para evitar o contato do mofo com o fundo do armário embutido é deixar um vão entre ele e a parede e preencher o espaço com isopor, segundo o arquiteto Rodrigo Costa. Para debelar as causas da umidade, porém, é preciso pôr a mão na massa (leia mais ao lado).

Para quem mora em apartamento, dá para evitar a umidade na parede ao revesti-la com cerâmica e cobri-la com massa corrida, pintando-a depois, segundo Costa.

ALAGAMENTO


Antes de comprar um imóvel, deve-se checar se a região alaga, perguntando, se preciso, à vizinhança.

A supervisora Kelly Santos, 33, conta que questionou o corretor de imóveis se o bairro onde ia comprar o seu apartamento, na zona leste, inundava, e a resposta foi que não. Só descobriu a verdade depois de mudar-se para lá, em julho de 2013.

Na semana passada, ela teve prejuízo com o carro ao passar por uma área alagada perto da saída do seu prédio. Kelly gastou R$ 900 para consertar o veículo.

"Essas informações não podiam ser omitidas", diz Claudio Bernardes, presidente do Secovi-SP (sindicato do mercado imobiliário).

Segundo ele, quando a água invade a casa, a desvalorização pode chegar a 40% e, dependendo da extensão do dano e da frequência da inundação, até mais.

A presidente da Associação Amigos de Vila Pompeia, Maria Antonieta de Lima e Silva, diz que "ninguém consegue vender imóvel" na parte baixa desse bairro da zona oeste de São Paulo, alvo fácil de alagamentos.

Ela cita obras da prefeitura para acabar com enchentes como um fator que deve provocar uma forte expansão dos preços. A prefeitura começou obras no ano passado para coibir as inundações, com previsão de conclusão em 2016.

 

 

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